Num cenário econômico de incertezas, investir em infraestrutura pode ser a chave para equilibrar ganhos e estabilidade. Os fundos de infraestrutura oferecem uma oportunidade singular de alinhar objetivos financeiros ao desenvolvimento do país.
O Brasil enfrenta uma demanda crescente por investimentos no setor. Especialistas apontam que o país precisa destinar pelo menos 4% do PIB anualmente para manutenção e expansão de estradas, saneamento e iluminação pública.
Hoje, esse índice está abaixo de 2%, o que expõe a malha viária e os serviços básicos ao desgaste contínuo. A carência de recursos compromete a competitividade e a qualidade de vida da população.
Os Fundos de Investimento em Infraestrutura, ou FI-Infras, são registrados em bolsa e aplicam majoritariamente em debêntures incentivadas de projetos estruturantes. Entre os principais atributos, destacam-se:
Com cotas negociadas em bolsa, esses fundos democratizam o acesso a projetos de grande escala, antes restritos a investidores institucionais.
Além de oferecer benefícios fiscais para pessoa física, os FI-Infras distribuem proventos de forma regular, possibilitando fluxo de caixa previsível. O caráter incentivado das debêntures garante isenção de Imposto de Renda tanto na venda de cotas quanto na remuneração mensal.
Esses differenciais atraem perfis que buscam aliar potencial de retorno acima da renda fixa tradicional ao suporte de ativos reais, reduzindo a volatilidade típica do mercado acionário.
Embora robustos, os FI-Infras não estão isentos de riscos. Entre os principais fatores a serem avaliados, estão oscilações das taxas de juros, variações no cenário macroeconômico e riscos operacionais dos projetos.
A análise criteriosa dos portfólios, a identificação de gestores experientes e o acompanhamento constante dos leilões e eventos do setor ajudam a mitigar esses riscos.
O ano de 2025 traz mais de 110 leilões previstos, com oportunidades estimadas em R$ 250 bilhões, divididas entre saneamento e transporte. Esse movimento sinaliza setor privado em busca de oportunidades e reforça o apetite por aportes de longo prazo.
Os horizontes de 15 a 30 anos dos projetos estruturantes oferecem horizonte de investimento de longo prazo e potencial de valorização patrimonial, alinhados à manutenção de ativos essenciais.
Eventos como o Fórum Financiamento da Infraestrutura reúnem investidores, operadores e gestores públicos, criando uma conexão entre investidores e gestores públicos em busca de soluções inovadoras.
Confira abaixo os principais indicadores que fundamentam a escolha pelos FI-Infras:
Para ingressar nesse universo, o investidor individual deve considerar os seguintes passos:
Com conhecimento e acompanhamento, é possível aproveitar visão clara de retorno ajustado ao risco e contribuir para o progresso das estruturas nacionais.
Investir em fundos de infraestrutura é mais do que diversificar riscos: é participar ativamente da construção de um país mais moderno e competitivo. Aproveite esse momento para alinhar suas finanças pessoais a um propósito de desenvolvimento sustentável e de longo prazo.
Referências