Em 2025, o setor de energia solar no Brasil vive um momento ímpar, com empresas nacionais e internacionais acelerando iniciativas para atingir mercados ainda pouco explorados. A combinação de avanços tecnológicos, demandas corporativas por sustentabilidade e oportunidades em novas regiões está gerando um ambiente fértil para investimentos recordes.
O Brasil deve adicionar mais de 13,2 GW de capacidade instalada ao longo deste ano, refletindo um crescimento acima de 25% em relação a 2024. Até dezembro, a capacidade total alcançará impressionantes 64,7 GW, consolidando um novo recorde anual.
No primeiro trimestre, foram instalados 195 mil sistemas fotovoltaicos, somando 2,15 GW de potência. Esse ritmo demonstra a atenção de consumidores residenciais, comerciais e industriais ao potencial econômico da energia solar.
Além disso, a geração distribuída ultrapassou 38 GW em operação, beneficiando cerca de 5 milhões de consumidores por meio de 3,4 milhões de instalações. O investimento acumulado no setor já atinge R$ 250 bilhões em 2025, com a perspectiva de criação de mais de 396 mil empregos e movimentação de R$ 39,4 bilhões no próximo ciclo.
Com o forte aquecimento do cenário doméstico, as empresas de energia solar voltam seus olhos para além das fronteiras brasileiras. A expansão internacional, especialmente na América Latina, é uma estratégia de crescimento que visa consolidar redes de distribuição e aproveitar sinergias regionais.
Corporativos de grande porte adotam cada vez mais contratos diretos no mercado livre, reduzindo custos e garantindo previsibilidade de fornecimento.
Para se destacar, as empresas investem em soluções híbridas com baterias e outras inovações que elevam a eficiência dos sistemas. A gestão energética inteligente passa a ser um diferencial, permitindo monitoramento em tempo real e otimização de consumo.
Essas tecnologias não apenas reduzem custos operacionais, mas também aumentam a autonomia energética e abrem caminho para novos serviços, como armazenamento de energia para momentos de pico de demanda.
Grandes players do setor intensificam investimentos em pesquisa & desenvolvimento (P&D), buscando patentes e soluções customizadas. A formação de profissionais especializados e programas de certificação garantem qualidade e segurança nos projetos.
Além disso, a ampliação de centros de reparo e a melhoria no atendimento pós-venda fortalecem a reputação das empresas e aumentam a confiança dos clientes, criando um ciclo virtuoso de fidelização.
Apesar do otimismo, o setor enfrenta obstáculos significativos. A instabilidade econômica, com juros elevados e inflação, pode tornar financiamentos menos atraentes e elevar os custos de equipamentos importados.
As discussões sobre regras de geração distribuída e o fluxo reverso de energia na rede ainda geram incertezas que exigem diálogo contínuo entre empresas e órgãos reguladores.
São Paulo lidera em novas adesões, seguido por Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco e Goiás. Municípios do interior, como Chapada dos Guimarães, mostram que as oportunidades estão espalhadas por todo o país.
Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar, ressalta o cenário: “Enfrentaremos desafios, mas a energia solar continua competitiva e alinhada às metas de sustentabilidade global.” O payback médio de projetos acima de 75 kWp está abaixo de cinco anos, tornando o investimento atraente para empresas de médio e grande porte.
Com perspectivas de crescimento contínuo, o setor deve consolidar-se como peça-chave na transição energética brasileira, oferecendo soluções inovadoras e contribuindo para um futuro mais limpo e próspero.
Ao abraçar a expansão para novos mercados e ao investir em tecnologias de ponta, as empresas de energia solar reafirmam seu compromisso com a sustentabilidade e a competitividade. O cenário de 2025 mostra que o sol se transforma não apenas em eletricidade, mas em oportunidades de desenvolvimento econômico e social para o Brasil.
Referências