Em um mundo cada vez mais conectado, proteger ativos digitais deixou de ser apenas uma prática recomendatória e se tornou uma necessidade estratégica.
Empresas que ignoram os riscos cibernéticos expõem-se a prejuízos financeiros, reputacionais e regulatórios.
A União Europeia deu passos decisivos para elevar a cibersegurança ao nível de defesa nacional.
Com a diretiva NIS2 obriga empresas a adotarem medidas robustas, as organizações essenciais devem reportar incidentes em até 24 horas e enfrentar multas de até €10 milhões ou 2% do faturamento global.
Essas normas visam criar um nível comum de resiliência em todo o mercado único, promovendo cooperação e troca de boas práticas.
Líderes empresariais assumem hoje um papel imprescindível na definição de políticas internas de segurança. Segundo especialistas portugueses, olhar para cibersegurança como fator de vantagem concorrencial aumenta a confiança do mercado e dos clientes.
A transição de consumidor de segurança para prestador de segurança exige mudanças culturais, investimentos e contratação de talentos especializados.
Empresas que investem em políticas claras, com patrocínio direto do conselho, registram:
No Brasil, a Pesquisa TIC Empresas 2021 revelou que cerca de 70% das organizações utilizam internet para seus processos, mas apenas 45% possuem firewall e 50% contam com antivírus.
Menos de 20% adotam criptografia avançada ou programas formais de treinamento em cibersegurança.
Na Europa, relatório da ENISA aponta que 75% das empresas sofreram algum incidente em 2023, mas as que investem adequadamente em segurança obtêm um retorno de investimento de 4:1, reduzindo custos de violação em até 40%.
Para enfrentar ameaças sofisticadas, é fundamental implementar um plano de ciberresiliência que combine prevenção, detecção e resposta rápida.
Algumas práticas recomendadas incluem:
Além disso, assegurar dissuasão eficaz contra cibercrime passa por medidas legais e cooperação internacional para repressão de atores maliciosos.
Em Portugal, o INCIBE tem promovido certificações e incentivos fiscais para projetos de segurança. No Brasil, empresas de comércio eletrônico ampliaram protocolos de autenticação em duas etapas, reduzindo fraudes em mais de 30%.
A OSCE estimula o diálogo entre setores público e privado em fóruns de cibersegurança, enquanto multinacionais investem em centros de operação de segurança (SOCs) regionais.
Encarar a cibersegurança como investimento estratégico de longo prazo é a melhor defesa contra perdas financeiras e danos à reputação.
Cabe aos líderes empresariais estabelecer uma cultura de segurança, direcionar recursos e participar ativamente de iniciativas coletivas.
Como destacou Marta Moreira Dias, esta é a hora de transformar riscos em oportunidades e consolidar a cibersegurança como pilar do crescimento sustentável.